A perda de uma animal de estimação pode ser comparada a perda de uma pessoa? Sim.
Cada pessoa dependendo de seu vínculo e histórico com o animal sentirá de uma determinada intensidade a situação de perda de um animal de estimação; importante salientar que não há distinção desta intensidade, dependerá de muitos fatores e significados que o animal tem para cada pessoa, tudo dependerá do histórico do animal com o seu dono e isso determinará a forma do enlutado. 
E sabido que as mulheres apresentam um maior apego com os animais, e muitas vezes os donos tem os animais como parte integrante da família; e sua perda equivale a perder uma pessoa amada. Muitos estudos indicam dificuldade da pessoa seguir com suas rotinas cotidianas; embora o luto é um pouco mais rápido ele é mais muito intenso.
O morrer é natural e todo individuo vivencia a morte de uma forma diferente, entender o processo de luto é importante para que possamos acolher o enlutado, em média tem duração de 6 meses a 1 ano, além deste período é importante ater-se ao luto patológico, onde podemos identificar a pessoa adoecida.
A seguir citarei fases importantes no processo de luto a saber, segundo a Dra. Elisabeth kubler-Ross, algumas pessoas passam rápido por todas as fases, enquanto outras precisam buscar ajuda psicológica pois podem ficar em alguma fase específica e neste contexto identificamos o luto patológico.
1 Fase – Negação: Não aceitação da morte, como se a pessoa estivesse sonhando, em torpor (estado de choque); sensação de que percebeu a presença do animal ou sentiu a sua presença, etc.
2 Fase – Raiva: A pessoa fica agressiva e busca um culpado pelo evento da morte; voltando contra o veterinário, a família, os amigos, entre outros.3 Fase – Barganha: Procura, realiza promessas pretendendo o retorno do animal falecido, ou ainda a busca de um novo animal.
4 Fase – Depressão: Comportamento de reação a mudança de vida com a perda ocasionada. Sentimento de tristeza, desesperança, inutilidade, cansaço, entre outros.
5 Fase – Aceitação: adequação do ambiente, reposicionamento do espaço e da vida frente a perda, estabilizando em uma nova forma de vida sem o animal falecido, algumas pessoas acabam redirecionando as energias para rede de proteção animal.
Importante: Você que já passou por uma situação de perda de um animal de estimação; você não está sozinho. Nossa sociedade ainda não considera este tipo de luto, não dando permissão aos proprietários de sentir e demonstrar a sua dor. Identificamos então um luto não autorizado socialmente, mas permita-se ficar triste, chorar e ficar em luto. Perceba também, que as vezes a morte de um animal de estimação vai permitir que o proprietário finalmente lamente a perda de uma pessoa cuja morte ainda não tivesse sido aceita. Neste caso é muito importante a ajuda psicológica para elaborar o luto e seguir a vida.

Valéria Fidélis
Psicóloga, Psicodramatista e Especialista em Psicossomática
CRP. 06/45.571-5
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